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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Festa do Vinho de Andradas MG

Muito mais que uma festa: uma história que atravessa gerações
(Arnaldo Silva) - Colaborador: Edson Conti - Há tradições que sobrevivem ao tempo porque fazem parte da identidade de um povo. Em Andradas, no Sul de Minas Gerais, a Festa do Vinho é uma delas.
        Muito além dos shows, da gastronomia ou da degustação de vinhos, a Festa do Vinho representa o encontro entre passado e futuro. É um patrimônio construído pelas mãos de famílias que, geração após geração, transformaram a cultura da uva e do vinho em um dos maiores símbolos da cidade.
        Desde sua primeira edição, realizada em 1954, a festa tornou-se um retrato da evolução de Andradas. Ao longo das décadas, acompanhou mudanças econômicas, culturais e sociais, reinventando-se sem perder sua essência: celebrar o trabalho, a hospitalidade e as tradições de uma terra reconhecida pela vocação vitivinícola.
Uma festa que nasceu da terra
        Muito antes dos palcos, das luzes e das grandes atrações, existiam os parreirais.
        Foram os imigrantes, especialmente os italianos, que trouxeram para Andradas o conhecimento do cultivo da videira e da produção artesanal do vinho. O que começou como tradição familiar transformou-se em atividade econômica, impulsionando o desenvolvimento da cidade e consolidando sua identidade.
        Foi desse legado que nasceu a Festa do Vinho: uma celebração criada para valorizar quem cultivava a terra e produzia um dos principais símbolos do município.
Quando a cidade inteira era a festa
        Quem viveu as antigas edições guarda lembranças difíceis de esquecer.
        Durante vários dias, o centro de Andradas ganhava um novo cenário. As praças Coronel Luiz Venturelli e Dr. Alcides Mosconi eram cercadas por barracas de comerciantes vindos de diversas regiões do Brasil.
        Nas calçadas, formava-se uma grande feira a céu aberto. As ruas permaneciam livres para a circulação das pessoas, enquanto moradores e turistas passeavam entre os expositores.
        Ali era possível encontrar roupas, utensílios domésticos, louças, peças de alumínio, brinquedos, doces, discos de vinil, fitas cassete, artesanato e tantas outras novidades que, muitas vezes, ainda não faziam parte do comércio local.
        Era muito mais que um espaço de compras.
        Era um lugar de encontros.
        De conversas.
        De descobertas.
        'De convivência.
        A cidade respirava Festa do Vinho.
A caneca que virou lembrança
        Entre tantas tradições, poucas despertam tanta nostalgia quanto a famosa caneca oficial da Festa do Vinho.
Em diversas edições, os visitantes que adquiriam o passaporte para o evento recebiam uma caneca de louça personalizada.
        Ela acompanhava o público durante a visita ao Pavilhão do Vinho, onde os produtores apresentavam seus rótulos e compartilhavam o resultado de meses de trabalho nos vinhedos.
        Ao final da festa, aquela simples caneca deixava de ser um utensílio.
        Transformava-se em lembrança.
        Hoje, muitas delas permanecem guardadas como verdadeiras relíquias, representando momentos especiais vividos em família ou entre amigos.
Um mascote que ganhou vida
        Outra transformação curiosa da Festa do Vinho aconteceu com o seu personagem mais querido.
        Durante muitos anos, o Uvinho existia apenas nos cartazes, programas oficiais, cartolas e materiais promocionais.
Era uma ilustração simpática que anunciava a chegada da festa.
        Com o passar do tempo, ganhou forma, movimento e personalidade.
        Hoje, o Uvinho circula pelo recinto, recebe visitantes, abraça crianças, participa de fotografias e tornou-se um dos maiores símbolos da hospitalidade andradense.
Muito além do vinho
        Ao longo de sua trajetória, a Festa do Vinho acompanhou a evolução da própria cidade.
        Os antigos bailes deram lugar aos grandes shows.
        Novas atrações culturais passaram a integrar a programação.
        A gastronomia ganhou destaque.
        O turismo se fortaleceu.
        Mas a essência permaneceu.
        Cada edição continua sendo uma homenagem aos produtores rurais, às famílias pioneiras e à cultura que fez de Andradas uma referência na produção de vinhos em Minas Gerais.
Uma história que continua sendo escrita
Arte IA - Por Gabriel Conti
        A Festa do Vinho não pertence apenas ao passado.
        Ela continua viva.
        Renova-se a cada edição.
        Recebe novas gerações de visitantes, produtores e artistas.
        Ao mesmo tempo, preserva as lembranças daqueles que viveram as antigas barracas nas praças, os bailes, as canecas de louça e os encontros que marcaram época.
        Celebrar a Festa do Vinho é celebrar a própria história de Andradas.
        É brindar à coragem dos pioneiros, ao trabalho das famílias, à riqueza da cultura local e ao futuro de uma tradição que, há mais de sete décadas, emociona moradores e encanta visitantes.
        Porque, em Andradas, o vinho é mais do que uma bebida.
        É memória.
        É identidade.
        É patrimônio.
        E, acima de tudo, é um convite para que cada visitante leve consigo um pouco da história desta terra acolhedora.
Programação da 59ª Festa do Vinho de Andradas
        A 59ª Festa do Vinho de Andradas ocorrerá nos dias 24, 25 e 26 de julho no Estádio Municipal Juscelino Kubitschek (Estádio JK). O evento contará com entrada gratuita (mediante ação solidária e arrecadação de alimentos), além de vinícolas locais, gastronomia e uma estrutura com controle de acesso.
        Programação Musica grade de shows mescla artistas locais e regionais para celebrar a tradição da cidade: 
Sexta-feira (24 de julho): Show com a dupla Regis e Rai 
Sábado (25 de julho): Apresentações das bandas e artistas O Clã, SKoito e Vinícius Pardini. 
Domingo (26 de julho): Encerramento com Marcelo Costa, dupla Kaique & Cauê e cantor Anderson Martins . 
Corte do Vinho 2026
        Durante o lançamento oficial, a Prefeitura de Andradas coroou a nova corte para representar a festa e as vinícolas da região: 
Rainha: Damares Cristina Pereira da Silva (representando Vinhos Marcon) 
1ª Princesa: Suyara Vergara Emboaba (representando Vinhos Muterle) 
2ª Princesa: Ana Beatriz Diogo (representando Vinhos Marcon)
Conheça as principais vinícolas de Andradas
- Vinhos Marcon: uma história centenária que nasceu da terra e floresceu em tradição
Fotografia com arte IA - Por Edson Conti
        Algumas histórias não são escritas apenas em livros. Elas são cultivadas na terra, amadurecem com o tempo e atravessam gerações.         Assim nasceu a história da Vinhos Marcon, uma das mais tradicionais vinícolas de Andradas, no Sul de Minas Gerais.
Tudo começou em 1889, quando a família Marcon desembarcou em Andradas trazendo consigo a esperança de construir uma nova vida. Como tantas famílias de imigrantes que ajudaram a formar a identidade da cidade, dedicaram-se inicialmente ao cultivo do café, atividade que movimentava a economia da região e exigia trabalho árduo, perseverança e profundo respeito pela terra.
        Durante mais de duas décadas, o café foi o sustento da família. Mas a tradição europeia do cultivo da uva e da elaboração de vinhos permaneceu viva na memória e no coração dos Marcon.
        Foi então que, em 1912, nasceu um novo capítulo dessa trajetória.
        Movidos pelo conhecimento herdado de seus antepassados e pela vocação natural de Andradas para a viticultura, iniciaram a produção artesanal de vinhos. O que começou de forma simples, dentro da propriedade da família, transformou-se ao longo dos anos em um verdadeiro patrimônio da história vitivinícola da cidade.
        Década após década, a Vinhos Marcon acompanhou as transformações do Brasil e da própria viticultura. Enfrentou períodos de crescimento, desafios econômicos, mudanças tecnológicas e novas exigências do mercado. Em cada fase, soube preservar aquilo que jamais poderia ser perdido: o compromisso com a qualidade e o respeito às tradições familiares.
        Mais de um século depois, esse legado permanece vivo.
        Hoje, a vinícola reúne a força da terceira, quarta e quinta gerações da família Marcon, que trabalham lado a lado para manter viva uma história construída com dedicação, honestidade e amor pelo que fazem.
        Cada garrafa produzida carrega muito mais do que vinho.
        Carrega o trabalho de homens e mulheres que acreditaram em seus sonhos, a memória dos pioneiros que transformaram a terra em oportunidade, o conhecimento transmitido entre pais e filhos e o orgulho de fazer parte da história de Andradas.
        Ao degustar um vinho Marcon, não se aprecia apenas seus aromas e sabores. Degusta-se uma tradição iniciada em 1912, resultado de mais de cem anos de experiência, dedicação e paixão pela viticultura.
        É a prova de que algumas histórias, assim como os grandes vinhos, tornam-se ainda melhores com o passar do tempo.
        Mais de um século transformando trabalho, tradição e amor pela terra em vinhos que preservam o verdadeiro sabor da história de Andradas.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Biscoito ou Bolacha? Uma tradição que faz parte da história de Andradas MG

(Por Edson Conti) Quem visita Andradas, no Sul de Minas, logo percebe que o aroma do café passado na hora combina perfeitamente com uma mesa repleta de delícias. Mas, afinal, existe diferença entre biscoito e bolacha?
(Arte IA - Por Edson Conti
        Embora muitas pessoas utilizem os dois nomes como sinônimos, tradicionalmente o biscoito de polvilho é preparado à base de polvilho, resultando em um produto leve, aerado e crocante, um verdadeiro símbolo da culinária mineira.
        Já as bolachas, produzidas com farinha de trigo, apresentam uma enorme diversidade de receitas e formatos. Rosquinhas, beliscões recheados com goiabada, cavacas açucaradas, bolachas amanteigadas e tantas outras especialidades fazem parte da tradição das famílias e das fábricas da cidade, mantendo receitas transmitidas de geração em geração.
Arte IA - Por Edson Conti
        Mais importante do que a nomenclatura é reconhecer o valor cultural de cada uma dessas receitas. Elas representam trabalho, empreendedorismo, memória afetiva e uma tradição gastronômica que há décadas faz parte da identidade de Andradas.
        Ao redor de uma xícara de café, biscoitos e bolachas compartilham o mesmo propósito: reunir pessoas, preservar histórias e manter viva uma das mais saborosas expressões da hospitalidade mineira.
Arte IA - Por Edson Conti
        Em Andradas, cada receita carrega um pedaço da história da cidade, transformando ingredientes simples em um patrimônio de sabor, tradição e acolhimento.

domingo, 31 de maio de 2026

Monte Verde eleito o melhor destino de inverno do Brasil

(Por Arnaldo Silva) Uma pequena vila mineira, com apenas 5 mil habitantes, foi eleita o principal destino de inverno do Brasil em 2026, batendo as badaladas cidades de Gramado-RS e Campos do Jordão-SP, assumindo o protagonismo do turismo de inverno no Brasil.
Vista parcial de Monte Verde - Foto: Nelson Pacheco
        Esta vila é Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas, a 481 km de Belo Horizonte (6 horas de viagem via Fernão Dias), premiada em abril de 2026 com o prêmio “O Melhor do Turismo Brasileiro 2026”, promovido pelo Estadão.
        Uma conquista atribuída ao empenho conjunto na articulação nos bastidores e promoção constante de Monte Verde em feiras, eventos culturais e turísticos, entre o poder público, associações locais ligadas ao turismo e iniciativa privada, visando a promoção de Monte Verde no cenário nacional.
        “Ser eleito o melhor destino de inverno do Brasil, concorrendo com grandes destinos como Gramado e Campos do Jordão, foi algo imensurável para nós. Só de estar entre os três melhores do país, já ficamos em êxtase”, declarou à imprensa, o secretário de Turismo de Camanducaia, Leandro Schultz.

Campanha Inverno em Minas 2026
Fotos: Rebeca Wagner
        Além disso, Monte Verde foi escolhida pelo Governo de Minas Gerais para se sediar o lançamento da campanha “Inverno em Minas 2026”, um dos efeitos da premiação de Monte Verde como a “Melhor do Turismo Brasileiro em 2026”. A campanha do Governo mineiro visa explorar a hospitalidade, a gastronomia e o turismo de montanha, presentes em Monte Verde.
Fotos: Agência Move/@Divulgação
        A escolha de Monte Verde, pelo Governo de Minas para campanha “Inverno em Minas 2026” explorar a hospitalidade, a gastronomia e o turismo de montanha, presentes em Monte Verde com base na Cozinha Mineira; Hospitalidade e acolhimento, Destinos de montanha e natureza; Cultura e Patrimônio; Turismo de experiência; Desenvolvimento regional e economia criativa e Calendário de festividades, que é bastante diversificado em Monte Verde.
Qual o diferencial de Monte Verde em relação às demais cidades?
Diversidade cultural e gastronômica de Monte Verde. Fotos: Agência Move/Divulgação
        A resposta é simples: o diferencial de Monte Verde é o perfil intimista e rústico da vila, focado no descanso, boa culinária, sossego e mineiridade. Diferente de outras cidades turísticas brasileiras que se tornaram centros urbanos agitados, movimentados e cheios de atrações, Monte Verde atrai pela culinária, hospitalidade, beleza, charme de sua arquitetura e principalmente pelo sossego, segurança e tranquilidade das montanhas mineiras.
Fotografia: Nelson Pacheco
        O perfil dos turistas que vem à Monte Verde é de quem busca romantismo, contato pleno com a natureza, boa gastronomia e sossego. São pessoas que estão cansadas do agito das cidades e encontram em Monte Verde, o que buscam. Todos os anos, Monte Verde recebe uma média de 1,53 milhão de turistas.
Como tudo começou?
Entrada de Monte Verde. Foto: Agência Move/Divulgação
        De uma simples fazenda, chamada de Fazenda Pico Selado, adquirida em 1936 por Verner Grinberg (Grin – verde e Berg = monte), imigrantes da Letônia, que se instalou na região na década de 1940, com sua família. Com o passar dos anos, outras famílias de imigrantes letões e alemães foram chegando à região. Com espírito visionário, Verner Grinberg decidiu transformar uma área de sua fazenda em vila de moradores.
        Verner abriu ruas, fez igreja e escola e começou a vender lotes, atraindo outras famílias de imigrantes como suíços e italianos, bem como de mineiros e paulistas da região. Assim surgiu Monte Verde.
Foto antiga de Monte Verde -  Foto: Ademir Caruano - Edição: Ricardo Cozzo
        Até o final do século XX, Monte Verde era uma simples vila agrícola, com ruas de chão batido, isolada e desconhecida. Essa realidade mudou a partir do ano 2000, graças a união dos moradores da vila, empresários, comerciantes e prefeitura local que viram na vila, um enorme potencial turístico. 
        Com a união de forças e espírito empreendedor, a vila passou a receber investimentos em infraestrutura urbana, oferecendo aos moradores um setor de serviços de qualidade principalmente na cultura, urbanização, saúde, mobilidade urbana e educação.
        Além disso, teve a fundamental participação dos empresários locais que investiram na melhoria de suas instalações e diversificação e qualidade dos serviços prestados, melhorando a cada ano a vila de Monte Verde, de acordo com as características e tradicionais europeias de seus fundadores e mineiras. Assim surgiu a Monte Verde que conhecemos hoje.
Foto: Agência Move/Divulgação
        Hoje, Monte Verde conta com ruas urbanizadas, arborizadas, charmosas e atraentes, com destaque para a Avenida Monte Verde, a principal da vila, além de uma robusta estrutura em hospedagem e gastronomia, comércio intenso e bastante variado e diversas opções de turismo pelas montanhas da Mantiqueira.
        Foi a união e o empenho dos moradores que transformou a vila na protagonista do turismo em Minas e no Brasil, graças a visão futurista de seu fundador, Verner Grinberg, abraçada por seus moradores.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Por que o mineiro fala trem? Saiba a origem da expressão

(Por Arnaldo Silva) Trem bão, quero comer um trem, me dá esse trem, arreda esse trem daqui, vou pegar o trem, tô com uma dor nos trem, gostei desse trem…. Mas de onde veio esse trem que não sai da boca dos mineiros? Seria do trem de ferro que corta os trilhos de Minas? Acredite, não é. Nosso trem, não tem nada a ver com esse trem.
Imagem: Edson Conti de Andradas MG
        O trem de ferro e suas composições de carga e passageiros, só chegou à Minas Gerais em 1869, mas antes dessa data, o trem já circulava na boca dos mineiros. Nessa época, o sotaque e dialeto mineiro já estava bem solidificado e as expressões linguísticas em sua maioria, definidas.
        Como todo bom mineiro que não perde um trem e muito menos recusa uma boa prosa, vamos entender porque tudo em Minas é um trem e todo trem, é um trem.
Trem não tem nada a ver com trem
Trem de carga moderno registrado pelo Fabrício Cândido na Zona da Mata
        Já devem ter percebido que trem para o mineiro é tudo. Como o Uai, que é usado para tudo. Trem e uai são palavras de muitos significados, ou seja, são palavras polissêmicas. No dialeto mineiro, trem, não tem nada a ver com a composição de um trem, propriamente dito.
Como tudo começou?
Estação de Trem de Tiradentes MG fotografada pelo César Reis
        O verbete “trem” é uma expressão que veio de Portugal para Minas no início do século XVIII. Literalmente significava uma bagagem que os viajantes levavam em suas viagens. Os portugueses que chegavam à Minas, trouxeram seus trens, ou seja, tudo que podiam colocar nas bagagens, colocavam e traziam. Era tanta trenheira que deixava os nativos de boca aberta. Nunca tinham visto tanto trem na vida. Todos os trens que tinham, colocavam nas bagagens e canastras. Eram todos os trens que tinham: roupas, sapatos, utensílios domésticos, vestuários, comida, objetos de arte, ferramentas, enfim, tudo.
        A partir de 1750, aventureiros, tropeiros e bandeirantes que chegavam à Minas, traziam tudo que podiam em suas bagagens. Vinham em busca da riqueza proporcionada pelo ouro. Eram pobres em sua maioria e vinham em busca de riqueza. Chegavam em lombos de mulas e a pé, com suas bagagens às costas. Quando aqui chegavam, diziam que eles trouxeram os trens que tinham, tiravam os trens da bagagem, etc.
        A expressão foi se popularizando entre os mineiros, se tornando hoje uma das identidades mais sólidas do dialeto mineiro, desde a segunda metade do século XVIII. O verbete “trem” é uma herança linguística portuguesa que se popularizou, se tornando uma das mais autênticas e legitimas expressões do dialeto mineiro.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Boa Família MG: é aqui que está a maior viola caipira do mundo

(Por Arnaldo Silva) Boa Família é distrito da cidade de Muriaé MG, Zona da Mata onde vivem pouco mais de 2 mil pessoas. Está a 21 km distante da sede. Com origens em meados do século XIX, foi elevado a distrito em 30/10/1886. É um dos mais antigos e tradicionais distritos de Muriaé.
Fotografia de Silvério Junior, mostrando a maior viola do mundo em Boa Família MG
        O povoado que deu origem à Boa Família surgiu em uma região ocupada por indígenas da etnia Puris e colonizadores europeus. Lugar de terras férteis graças às águas do Rio Muriaé, teve e tem até os dias de hoje, a agricultura como base de sua economia.
        Boa Família é uma vila muito bem estruturada, com um pequeno e diversificado comércio, Unidade Básica de Saúde, Cartório de Registro Civil, um Centro Cultural e Turístico, praças, bares, padaria, farmácia, praças, igreja e a Escola Municipal Rural Professora Maria do Socorro, que atende Educação Infantil e Ensino Fundamental. A escola é um ponto central de educação para a comunidade rural da região.

Vila típica mineira
Vista parcial de Boa Família. Fotografia: Silvério Júnior
        É uma tradicional vila mineira, com suas origens ligadas à cultura, religiosidade, folclore e tradições século. Desde sua fundação, a vida de seus moradores é marcada, por laços familiares e de compadrio, fortalecido ao longo do tempo, prevalecendo até os dias de hoje, sendo um dos pilares da formação social da comunidade. Lugar calmo, pacato e aconchega. Seus moradores são trabalhadores, simples, hospitaleiros e acolhedores.
A maior viola do mundo
A maior viola do mundo. Fotografia: Silvério Júnior
        A viola caipira sempre fez parte das tradições dos moradores de Boa Família. A música regional exerceu grande influência na cultura do vilarejo ao ponto da viola fazer parte do dia a de seus moradores, tendo inclusive, se tornada um monumento.
        Idealizada pela violeira e cantora Giani Carla e seu marido, o cantor e compositor Gílson, uma gigantesca viola chama a atenção de quem vem ao distrito. 
        Construída em aço, a escultura em formato de viola mede 6 metros de altura, 2,10 metros de larga, 60 centímetros de espessura e pesa meia tonelada. Não há registros de uma viola desse porte no mundo, por isso, é considerada a maior viola do mundo.
        Instalada nos jardins da residência do casal, a maior viola do mundo se destaca por sua grandiosidade, sendo vista de todos os ângulos. Desde sua construção, o monumento é o principal destaque de Boa Família e um dos atrativos da região, entrando para o seleto grupo dos grandes e notórios monumentos de destaque do Brasil.
        A viola é um marco da cultura popular da região e a “Viola Gigante” é a valorização de um dos instrumentos que mais caracterizam a cultura e música mineira desde o século XVIII.
        Parabéns ao casal Gilson e Giani Carla pela iniciativa de valorizar um dos mais importantes instrumentos da cultura de Minas Gerais e do Brasil. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Uai, nóis é tudo de Minas Gerais, sô!

(Por Marina Alves - Lagoa da Prata) Espalham por aí que o mineiro cumprimenta todo mundo dizendo “Opa!”. É verdade. Depois que um conhecido humorista, que se ocupa do nosso mineirês, destacou o nosso “Opa!”, passei a prestar mais atenção a este curioso, e genuíno, falar de nossa terra.
Almoço após arborização da Praça Esmeralda no Engenho do Ribeiro em Bom Despacho MG. Foto: Ricardo Santos
        Minas tem sido objeto de “estudo dialético” na internet. Muita gente, principalmente no campo do humor, gosta de propagar nosso jeitinho mineiro de falar. Percebo que somos traduzidos com certa simpatia. Há quem não goste, mas acho interessante, saber a forma com que outras gentes nos veem.
        Quem é mineiro normalmente não se dá conta do próprio sotaque. Está tão acostumado com seu linguajar que tudo soa natural. Mas se nós mineiros vemos, por exemplo, um conterrâneo numa entrevista na TV, nem precisa falar, já sabe logo que é gente das Alterosas.
        É certo que muitas coisas que dizem sobre o mineiro têm uma pitada de certo exagero. E aí eu digo pra mim mesma: Opa! Não é bem assim, não! Mas no caso do “Opa” que nos saúda pelas ruas, principalmente aqui no nosso interiorzão, dou a mão à palmatória. O “Opa” existe mesmo, e é inconfundível: é um “Opa” meio apressado, meio cabreiro, dito pra dentro, que só quem é da área consegue decifrar.
    Hoje resolvi contar os “Opas” que ouviria num giro que fiz de manhã. Ouvi pelo menos uma meia dúzia deles, todos de gente que não conheço, mas que julgou por bem me cumprimentar. Sim, porque tem isso: o mineiro é pessoa bem-educada. Não precisa conhecer o transeunte para gastar o seu “Opa!” — um tanto enigmático talvez, mas sempre um fino traço de boa educação.
        E digo, é bom demais da conta ouvir um “Opa!”. A gente se sente em casa, se sente tomando um café na cozinha, sabendo que nasceu das mesmas raízes. E se vem de quem nunca se viu, o código se estabelece sem qualquer explicação: “Uai, nóis é tudo de Minas Gerais, sô!”

Conheça São Mateus de Minas

(Por Arnaldo Silva) Uma charmosa vila, vizinha a Monte Verde e desconhecida dos mineiros, é uma das mais antigas povoações do Sul de Minas. A 1400 metros de altitude, esta vila é São Mateus de Minas, e nela vivem pouco mais de 1400 pessoas. É distrito de Camanducaia MG, onde está a 22 km de distância e a 52 km de Monte Verde, famoso distrito turístico, também pertencente a Camanducaia.
Fotografia: Guilherme Santos da Silva Wikimédia Commons (imagem tratada por Rogério Salgado)
       São Mateus de Minas é formado pelos bairros de Camanducainha, Emboabas, Fazenda Velha, Mato, Monte Azul, Paiol Grande, Pinhalzinho, Pinho e Ribeirada. Como é comum na região, o inverno é muito rigoroso em São Mateus de Minas, com temperaturas abaixo de zero grau e geadas constantes entre junho e agosto.
Uma das mais antigas povoações da região
        A vila de São Mateus de Minas era conhecida como Vale do Cricaré até a chegada de religiosos e colonizadores portugueses no Sul de Minas Gerais no século XVII. Os religiosos que chegaram, rebatizaram o vilarejo para São Mateus, em homenagem ao evangelista. Ato comum na época quando colonizadores alteravam lugares nomes indígenas para nomes cristãos. Seu nome teve o acréscimo “de Minas” devido existir cidades e outros distritos no Brasil com o mesmo nome.
        Nos tempos da Colônia, São Mateus era um importante ponto de comércio e produtor de alimentos, devido suas terras férteis. Por esse motivo, era um importante ponto de passagem de tropeiros e viajantes e desenvolvimento da região à época, com o povoado se tornando um dos marcos da história e povoamento do Sul de Minas.
        Mesmo subordinada a Camanducaia, São Mateus é uma vila com história e identidades próprias. É uma referência quando se fala da história e ocupação da região Sul de Minas.
Importância cultural
  Fotos: Tiago Oliveira
      São Mateus de Minas tem grande importância para a história e cultural e turística para a região, tendo sido inclusive tema do programa "Caminhos de Minas" da EPTV.
Festa do padroeiro
        Uma das festividades anuais de São Mateus de Minas, que atrai turistas da região é a tradicional festa do padroeiro. São Mateus, anualmente no dia 21 de setembro, dia do santo.
        Além disso, são realizadas outras festividades religiosas e populares ao longo do ano como o Rodeio Fest, que acontece geralmente em julho com montarias, shows musicais, barracas com comidas típicas e cavalgada, além da tradicional cavalgada até o Santuário de Aparecida ee outras festividades populares ao longo do ano.
Atividades econômicas
        São Mateus é uma vila bem estruturada com boa infraestrutura em sua área urbana e rural, além de oferecer ótima qualidade de vida a seus moradores.
 Fotos: Tiago Oliveira
       O distrito é totalmente independente em termos de estrutura. Conta com subprefeitura, supermercado, farmácia, padaria, posto de saúde, lojas variadas, posto de gasolina, bares, restaurantes, pousadas, enfim, uma estrutura de cidade pronta para receber turistas e visitantes.
Fotos: Tiago Oliveira
        Além disso, em São Mateus Minas encontra-se igrejas católicas e também de outras denominações cristãs.
        Lugar pacato, pitoresco de povo simples, acolhedor e hospitaleiro, tem como base econômica, pequenos comércios e principalmente a agricultura, pecuária, piscicultura, com predominância na criação de trutas, devido ao clima e pureza de suas águas, além da produção artesanal de queijos, doces, iogurtes, quitandas e cachaça.
Turismo rural
        Outro destaque na economia do distrito é o turismo rural devido suas várias estradas rurais, cortando a Mantiqueira. Além da beleza nativa, as estradas permitem acesso a vários de seus bairros, além de acesso ao distrito de Monte Verde.
Esportes ao ar livre
        As belas paisagens de Mata Atlântica, clima agradável, ar puro e lugares propícios para esportes como trilhas off-road para motos, jipes e quadriciclos. Quem opta por passeios menos radicais pode fazer passeios ecológicos, cavalgadas e conhecer a Pedra de São Domingos e os municípios de Gonçalves e Córrego do Bom Jesus, que faz divisa com o distrito.
Conheça São Mateus de Minas
        Visitando Camanducaia e Monte Verde, venha até São Mateus de Minas conhecer um pouco da história do Sul de Minas e das belezas da Serra da Mantiqueira.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As melhores e piores cidades de Minas e do Brasil para se viver

(Por Arnaldo Silva) O Índice de Progresso Social (IPS) analisa mede o desempenho social e ambiental de cada cidade brasileira com notas que variam de 0 a 100. O IPS é tido como o mais completo índice para analisar a realidade de todos dos 5.570 municípios brasileiros. Quanto menor o índice, piores são os indicadores de cada município e quanto maior, melhor é a qualidade de vida que cada cidade brasileira oferece aos seus cidadãos.
Vila da Serra, bairro nobre de Nova Lima MG. Foto: Flávio Amaral - Instagram: @droneuai
        Os dados foram coletados em 2025, tendo como base dados de fontes públicas relacionadas a aspectos sociais e ambientais, como prefeituras, câmaras municipais, IBGE, dentre outras. Os dados do IPS, divulgados no início de 2026, apontam contrastes sociais enormes entre estados do Norte e estados do Sudeste, a região com os maiores e melhores índices do país.
        Os índices apontam os níveis da qualidade de vida dos 5.570 municípios do Brasil, avaliando 57 indicadores como Nutrição e Cuidados Médicos Básicos; Água e Saneamento; Qualidade do Meio Ambiente; Moradia; Segurança Pessoal; Acesso ao Conhecimento Básico; Acesso à Informação e Comunicação; Saúde e Bem-estar; Direitos Individuais; Liberdades Individuais e de Escolha; Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. Esses índices vão muito mais além da economia e belezas urbanas e naturais de cada município. Mede-se a qualidade de vida que as cidades oferecem aos seus cidadãos.

As 10 melhores cidades de Minas para se viver
1°. Nova Lima – Nota:69,91 
        Nova Lima tem população estimada em 121 mil habitantes e a 35 km de Belo Horizonte. Com um índice alto, Nova Lima é a melhor cidade de Minas para se viver e está entre as 10 melhores cidades do Brasil, sendo referência em qualidade de vida, ótimos índices educacionais e econômicos, além de infraestrutura moderna e bem planejada, possui um dos melhores salários por pessoa, do país.
        Segundo o IBGE, a renda média da população local está em torno de R$5.365,60 por pessoa, o equivalente a 3,8 salários-mínimos. Cidade altos índices de qualidade de vida, tem em média 66,77% de sua população ocupada com alguma atividade. Apesar desses números altos, em termos de média de renda salarial por pessoa, Nova Lima fica na quarta posição em Minas Gerais, atrás das cidades de Jeceaba (5,9 salários mínimos), Indianópolis (4,2) e São José da Barra (4,2).
2° - Uberlândia – Nota: 68,53 
        Situada no Triângulo Mineiro e com população estimada em 761 mil habitantes, Uberlândia é a maior cidade do interior mineiro e a quarta maior cidade do interior do Brasil. Além de ocupar a segunda colocação no IPS em Minas, Uberlândia está na terceira posição do IPS BRASIL entre os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes. Além disso, Uberlândia ocupa a 12ª posição das cidades mais seguras de Minas Gerais e 8ª posição nacional no mesmo quesito.
        A cidade é uma das referências no Brasil em educação, industrialização, no agronegócio e devido sua localização geográfica privilegiada, se consolida como um dos principais polos logísticos da região, além de ocupar a 6ª posição no Brasil em número de companhias voltadas ao transporte rodoviário de carga, superando grandes capitais como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Manaus (AM), de acordo com dados do Mapa de Empresas do Governo Federal.
3° Itaú de Minas – Nota: 68,45 
        Com população estimada em 14.600 habitantes, Itaú de Minas fica no Sul do Estado, próxima ao Circuito Turístico Nascentes das Gerais, que inclui a Serra da Canastra e o Rio Grande. Com as típicas características das pequenas e pacatas cidades do interior mineiro, Itaú de Minas é uma cidade tranquila, segura, bem estruturada e excelente qualidade de vida. Sua economia tem como base o setor de serviços, pequenas indústrias e a agropecuária.
        A cidade é uma das melhores opções de se viver em Minas para quem procura sossego, convívio com natureza, ótimos indicadores sociais e econômicos e a calmaria e segurança das pequenas e pacatas cidades do interior mineiro.
4° - Belo Horizonte – Nota: 68,22 
        Com população atual estimada em 2.415.872 habitantes, a capital mineira é a quarta melhor cidade de Minas Gerais para se viver e a quinta melhor capital do Brasil para se viver, segundo o ranking do IPS, devido a boa qualidade de vida que oferece aos seus cidadãos, graças a sua vasta rede de serviços, comércios, lazer, gastronomia, cultura e excelente infraestrutura urbana com a maior área hospitalar do Estado e por abrigar universidades de excelência, como a UFMG e diversidade de indústrias.
5° - Extrema – Nota; 68,16
        Com população estimada em 2025 de 59.336 habitantes, Extrema é a melhor cidade do Sul de Minas para viver e a quinta cidade em Minas no ranking geral do IPS.
        A cidade que cresce a cada ano em termos populacionais, geração de emprego e renda, bem como na qualidade de vida. Em termos de PIB per capita, Extrema é uma das 10 cidades mais ricas do Estado de Minas, com R$237.440,28, em 2021. Isso graças a sua ótima estrutura urbana, industrialização, localização geográfica, já que está na divisa com SP e belezas naturais, que atraem turistas de toda a região.
6° - Confins – Nota: 67,78
Confins MG. Fotografia: Elvira Nascimento
        Localizada na Grande Belo Horizonte, Confins é uma das mais tradicionais cidades mineiras, famosa em Minas por abrigar o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A cidade tem apenas 7.558 habitantes, segundo estimativa atual do IBGE.
        O Aeroporto é sem dúvida a principal base da economia da cidade, mas não é a única. Confins é uma cidade que mistura tradição religiosa, cultural e arquitetônica mineira, com estrutura urbana de cidade moderna, que garante ótima qualidade de vida a seus moradores. Além disso, Confins faz parte da área do Parque Estadual do Sumidouro, onde estão grutas, cavernas e trilhas que integram o Circuito Turístico das Grutas, uma rota que combina aventura, natureza e história da região.
7° Lavras – Nota: 67,48 pontos
        Localizada entre o Campo das Vertentes e Sul de Minas, Lavras tem população estimada em 2025 de 110.682. Tradicional e cidade bem estruturada, Lavras se destaca em Minas pela tradição universitária. A cidade é sede da Universidade Federal de Lavras, ótima estrutura urbana com vários atrativos turísticos urbanos e rurais, além de setor de serviços comércios variados, indústria, principalmente metalúrgica, agroindustrial e têxtil, que formam a base de sua economia.
        Recentemente, o Ranking MySide Cidades Mais Seguras 2025, apontou Lavras como a segunda cidade mais segura de Minas, com base na taxa de homicídios por 100 mil habitantes.
8 – Juiz de Fora – Nota: 67,37
        Com 567.730 habitantes, Juiz de Fora é uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do interior do Brasil. Localizada entre Belo Horizonte e a capital do Rio de Janeiro, a cidade da Zona da Mata é conhecida como “Manchester Mineira”, apelido que ganhou no século passado por seu pioneirismo e destaque na industrialização no século XIX, especialmente no setor têxtil, comparando-a à cidade inglesa de Manchester, um grande centro industrial têxtil da época, refletindo sua modernização e crescimento econômico.
9° - São João da Mata – Nota: 67,36
        Com pouco mais de 3 mil habitantes, São João da Mata no Sul de Minas, se destaca por sua tranquilidade, infraestrutura urbana e rural e uma economia com base no setor agrícola. É uma típica e pequena cidade do interior mineiro. Ruas tranquilas, vida pacata, povo simples, acolhedor, hospitaleiro e abençoada pela natureza. Na cidade a vida passa devagar, na calmaria e no sossego.
10 – Itajubá – Nota: 67,33
        Itajubá é uma das referências em tecnologia e qualidade de vida do Sul de Minas. A cidade conta com 96.885 habitantes, sendo um polo tecnológico e educacional. Itajubá é uma das mais importantes cidades universitárias do Estado, sendo sede da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), além de sediar a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas Gerais (FAESM) e o Centro Universitário de Itajubá (FEPI).
        Cidade com ótima infraestrutura urbana, conta com uma boa área hospitalar, setor de serviços e comércios diversificados, bem como setor industrial diversificado e sólido, além de belezas naturais, que reforça a boa qualidade de vida que a cidade oferece aos seus moradores e visitantes.
As 10 cidades com piores índices de qualidade de vida em Minas
844° - Pai Pedro/Norte de Minas – 5.551 habitantes - Nota: 51,52
845° - Alvarenga/Vale do Rio Doce – 3.975 habitantes - Nota: 51,32
846° - Pintópolis/Norte de Minas – 7.084 habitantes - Nota: 51,25
847° - Caraí/Vale do Jequitinhonha – habitantes – 19.548 Nota: 50,43
848° - Novo Cruzeiro/Vale do Jequitinhonha – 26.975 habitantes Nota: 50,19
849° - Santa Fé de Minas/Norte de Minas – 3.522 habitantes - Nota 49,87
850° - Senhora do Porto/Vale do Rio Doce – 3.067 habitantes - Nota: 49,28
851° - Catuji/Vale do Mucuri – 7.030 habitantes - Nota: 47,64
852° - São João das Missões/Norte de Minas – 13.024 habitantes - Nota: 47,35
853° - Ladainha/Vale do Mucuri – 14.383 habitantes - Nota: 46,18
As melhores e piores cidades do Brasil para se viver
        Com base nos índices de cada município brasileiro, a cidade de Gavião Peixoto (SP) de apenas 4.777 habitantes, lidera o ranking geral com 74,5 de nota, considerada a melhor cidade do Brasil para se viver atualmente.
        O ranking das melhores cidades do Brasil para se viver ficou assim, nessa ordem: Gavião Peixoto (SP), Gabriel Monteiro (SP), Jundiaí (SP), Águas de São Pedro (SP), Cândido Rodrigues (SP), Presidente Lucena (RS), Luzerna (SC), Pompéia (SP), Nova Lima (MG) e Itupeva (SP).
        Uiramutã, em Roraima obteve nota de 37,6 pontos em 100. É a pior nota entre os 5.570 municípios do Brasil. Além de Uiramutã, as cidades de Araçoiaba (PE); Amajari (RR); Lagoa de Pedras (RN); Envira (AM); Alto Alegre (RR); Maracaçumé (MA); Santa Bárbara do Pará (PA); Cruz do Espírito Santo (PB); Francisco de Itabapoana (RJ); Lucena (PB) estão entre as piores notas do índice IPS no país.
As 10 melhores capitais do Brasil para se viver
Belo Horizonte - Fotografia: Charles Torres/@charles50mm
        O ranking aponta ainda as melhores capitais do Brasil para se viver, de acordo com a pontuação do IPS de cada capital. Das 27 capitais, Belo Horizonte ocupa o 5°lugar com 68,22 pontos no Índice de Progresso Social (IPS). Curitiba, capital do Paraná, é a melhor capital do Brasil para se viver.
Veja a posição das capitais brasileiras
1° - Curitiba (PR); 
2° - Campo Grande (MS); 
3° - Brasília (DF); 
4° - São Paulo (SP); 
5° - Belo Horizonte (MG); 
6° - Goiânia (GO); 
7° - Palmas (TO); 
8° - Florianópolis (SC); 
9° - João Pessoa (PB); 
10° - Cuiabá (MT); 
11° - Rio de Janeiro (RJ); 
12° - Porto Alegre (RS); 
13° - Teresina (PI); 
14° - Aracaju (SE); 
15° - Natal (RN); 
16° - Vitória (ES); 
17° - Fortaleza (CE); 
18° - São Luís (MA); 
19° - Boa Vista (RR); 
20° - Recife (PE); 
21° - Manaus (AM); 
22° - Belém (PA); 
23° - Rio Branco (AC); 
24° - Salvador (BA); 
25° - Maceió (AL); 
26° - Macapá (AP); 
27° - Porto Velho (RO).
Fonte dos dados: Site IPS BRASIL e IBGE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Conheça Muriaé - polo regional da Zona da Mata

(Por Arnaldo Silva) Uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do interior mineiro, Muriaé está localizada na Zona da Mata Mineira, a 370 km de distância de Belo Horizonte. Com cerca de 108 mil habitantes, o município conta com uma área de 840 km², sendo 18 km² de área urbana. Além da sede Muriaé é composta pelos distritos: Belisário, Boa Família, Bom Jesus da Cachoeira, Itamuri, Macuco, Pirapanema e Vermelho, e também diversas comunidades rurais.
Fotografia: Silvério Júnior
        Por sua enorme extensão territorial, faz divisa com várias cidades: Barão do Monte Alto, Ervália, Eugenópolis, Laranjal, Miradouro, Miraí, Palma, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, Santana de Cataguases, São Sebastião da Vargem Alegre e Vieira.
Origem
Fotografia: Brunno Estevão
        Muriaé é o nome que deriva do rio Muriaé, que na linguagem indígena significa “rio dos mosquitos” ou “mosquito diferente”, surgiu de um povoado com o nome de São Paulo do Manuel Burgo, fundado em 1817 pelo comerciante paulista Constantino José Pinto que se estabeleceu na região. O povoado cresceu impulsionado pelo comércio e café, sendo elevado à vila em 1855 e à cidade emancipada em 25/11/1865. 
        Em 1923, a cidade já se destacava na região como centro de comércio e polo têxtil, com seu desenvolvimento impulsionando pela Ferrovia Leopoldina e pela BR-116 (Rio-Bahia). Foi nesse ano que o nome Muriaé, passou a ser oficialmente nome do município também, em homenagem ao rio que corta a cidade.
Estrutura urbana e rural
Fotografia: Silvério Júnior
        Cidade dotada de boa estrutura urbana, comércio varejista e indústrias de diversos segmentos, como exemplos metalúrgica e a indústria têxtil, que faz com que a cidade faça parte de clusters regionais importantes, como o de Vestuário, que envolve diversos municípios vizinhos e fortalece a economia em cadeia.
O setor de serviços e o comércio, principalmente o de vestuário e o setor têxtil local, o 4° maior polo têxtil de Minas, atraem cerca de 80 mil visitantes por mês à cidade. A cidade tem estrutura para atender a demanda regional.
        O Agronegócio é outro segmento de grande importância para a economia da cidade destaque para a produção de café, leite e pecuária de corte.
        Os setores de comércio, agro é formado por centenas de empresas de pequeno, médio e grande porte, que geram dezenas de milhares de empregos e renda para o município.
        Com sua robusta rede bancária, com comércio e indústria locais, fortes, Muriaé é um polo regional da Zona da Mata, com destaque ainda nas áreas de educação, saúde e infraestrutura urbana. Muriaé dispõe de diversas instituições de ensino superior, amplo serviço de saúde, ônibus urbanos e interurbanos, além de um aeroporto que atende a aeronaves de pequeno porte.
Localização privilegiada
Fotografia: Silvério Júnior
        Sua localização privilegiada, estrutura e pelo fato da cidade situar-se no entroncamento entre a rodovia BR-116, que faz conexão entre os estados do Rio e Janeiro e da Bahia, e a BR-356, que conecta o Estado do Rio de Janeiro aos municípios mineiros, duas das rodovias mais movimentadas do país, favorecem o seu desenvolvimento econômico, além do turismo de negócios.
Atrativos urbanos
        Muriaé é uma cidade moderna e desenvolvida e ao mesmo tempo preserva a famosa hospitalidade mineira. Seu povo é muito acolhedor.
        A cidade em si é também acolhedora, que valoriza suas tradições culturais, arquitetônicas, gastronômicas, folclóricas, religiosas seculares como a Matriz São Paulo (na foto acima do Brunno Estevão), o Memorial da Fundação Cristiano Varella, o Memorial Municipal, Museu e Arquivo Histórico - Antigo Paço Municipal, instalado no antigo passo municipal com o objetivo de preservar a história e origens da cidade.
Fotografia: Silvério Júnior
        A imponente estátua do Cristo Redentor, no alto de um mirante abraçando a cidade, é outro atrativo de Muriaé, bem como a Praça João Pinheiro e seu famoso relógio, o teatro Gregório de Mattos Guerra, o Horto Florestal, a Lagoa da Gávea, o Estádio de Futebol Soares de Azevedo e a Biblioteca Municipal.
        Destaque ainda para o prédio do antigo Grande Hotel Muriahe (na foto acima do Silvério Júnior), o Teatro Belmira, a Feira de Artesanato, o Borboletário Santa Marcelina, o antigo prédio do Fórum, a Vila Eudósia Canedo, além de praças, parques e igrejas diversas, além de diversos lugares de lazer e diversão para crianças, jovens e adultos.
Atrativos naturais
        Por possuir uma área territorial abrangente, Muriaé conta várias belezas naturais que favorecem o turismo rural como fazendas centenárias, áreas de preservação, parques naturais, com trilhas como a Trilha das Bromélias, matas nativas, rios e cachoeiras com destaque para cachoeira do Naor, do Bosque, da Fumaça e do Pontão da Água Limpa, a Serra do Brigadeiro, o Mirante da Rampa de Voo Livre, a Pedra do Macuco, o Pico do Itajuru e a Pedra da Santa Maria (na foto acima do Brunno Estevão).
A maior viola do mundo
Fotografia: Silvério Júnior
        É no distrito de Boa Família, com cerca de 2500 habitantes, que está a maior viola do mundo. Construída em aço-carbono, a escultura mede 6 metros de altura e 2,10 m de largura, 0,60 cm de espessura e pesa 500 kg. É um dos pontos turísticos muito visitado na região.
Ótima rede gastronômica e hoteleira
Fotografias: Brunno Estevão
        Muriaé é uma das poucas cidades mineiras que alia modernidade e tradição, além da tranquilidade característica do interior mineiro. Além disso, a cidade oferece aos moradores e visitantes, uma rede gastronômica diversificada e excelentes opções de hospedagens e estadias. (Em breves dicas de hospedagens e restaurantes)
        Vale a pena conhecer Muriaé!

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