Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Uai, nóis é tudo de Minas Gerais, sô!

(Por Marina Alves - Lagoa da Prata) Espalham por aí que o mineiro cumprimenta todo mundo dizendo “Opa!”. É verdade. Depois que um conhecido humorista, que se ocupa do nosso mineirês, destacou o nosso “Opa!”, passei a prestar mais atenção a este curioso, e genuíno, falar de nossa terra.
Almoço após arborização da Praça Esmeralda no Engenho do Ribeiro em Bom Despacho MG. Foto: Ricardo Santos
        Minas tem sido objeto de “estudo dialético” na internet. Muita gente, principalmente no campo do humor, gosta de propagar nosso jeitinho mineiro de falar. Percebo que somos traduzidos com certa simpatia. Há quem não goste, mas acho interessante, saber a forma com que outras gentes nos veem.
        Quem é mineiro normalmente não se dá conta do próprio sotaque. Está tão acostumado com seu linguajar que tudo soa natural. Mas se nós mineiros vemos, por exemplo, um conterrâneo numa entrevista na TV, nem precisa falar, já sabe logo que é gente das Alterosas.
        É certo que muitas coisas que dizem sobre o mineiro têm uma pitada de certo exagero. E aí eu digo pra mim mesma: Opa! Não é bem assim, não! Mas no caso do “Opa” que nos saúda pelas ruas, principalmente aqui no nosso interiorzão, dou a mão à palmatória. O “Opa” existe mesmo, e é inconfundível: é um “Opa” meio apressado, meio cabreiro, dito pra dentro, que só quem é da área consegue decifrar.
    Hoje resolvi contar os “Opas” que ouviria num giro que fiz de manhã. Ouvi pelo menos uma meia dúzia deles, todos de gente que não conheço, mas que julgou por bem me cumprimentar. Sim, porque tem isso: o mineiro é pessoa bem-educada. Não precisa conhecer o transeunte para gastar o seu “Opa!” — um tanto enigmático talvez, mas sempre um fino traço de boa educação.
        E digo, é bom demais da conta ouvir um “Opa!”. A gente se sente em casa, se sente tomando um café na cozinha, sabendo que nasceu das mesmas raízes. E se vem de quem nunca se viu, o código se estabelece sem qualquer explicação: “Uai, nóis é tudo de Minas Gerais, sô!”

Conheça São Mateus de Minas

(Por Arnaldo Silva) Uma charmosa vila, vizinha a Monte Verde e desconhecida dos mineiros, é uma das mais antigas povoações do Sul de Minas. A 1400 metros de altitude, esta vila é São Mateus de Minas, e nela vivem pouco mais de 1400 pessoas. É distrito de Camanducaia MG, onde está a 22 km de distância e a 52 km de Monte Verde, famoso distrito turístico, também pertencente a Camanducaia.
Fotografia: Guilherme Santos da Silva Wikimédia Commons (imagem tratada por Rogério Salgado)
       São Mateus de Minas é formado pelos bairros de Camanducainha, Emboabas, Fazenda Velha, Mato, Monte Azul, Paiol Grande, Pinhalzinho, Pinho e Ribeirada. Como é comum na região, o inverno é muito rigoroso em São Mateus de Minas, com temperaturas abaixo de zero grau e geadas constantes entre junho e agosto.
Uma das mais antigas povoações da região
        A vila de São Mateus de Minas era conhecida como Vale do Cricaré até a chegada de religiosos e colonizadores portugueses no Sul de Minas Gerais no século XVII. Os religiosos que chegaram, rebatizaram o vilarejo para São Mateus, em homenagem ao evangelista. Ato comum na época quando colonizadores alteravam lugares nomes indígenas para nomes cristãos. Seu nome teve o acréscimo “de Minas” devido existir cidades e outros distritos no Brasil com o mesmo nome.
        Nos tempos da Colônia, São Mateus era um importante ponto de comércio e produtor de alimentos, devido suas terras férteis. Por esse motivo, era um importante ponto de passagem de tropeiros e viajantes e desenvolvimento da região à época, com o povoado se tornando um dos marcos da história e povoamento do Sul de Minas.
        Mesmo subordinada a Camanducaia, São Mateus é uma vila com história e identidades próprias. É uma referência quando se fala da história e ocupação da região Sul de Minas.
Importância cultural
  Fotos: Tiago Oliveira
      São Mateus de Minas tem grande importância para a história e cultural e turística para a região, tendo sido inclusive tema do programa "Caminhos de Minas" da EPTV.
Festa do padroeiro
        Uma das festividades anuais de São Mateus de Minas, que atrai turistas da região é a tradicional festa do padroeiro. São Mateus, anualmente no dia 21 de setembro, dia do santo.
        Além disso, são realizadas outras festividades religiosas e populares ao longo do ano como o Rodeio Fest, que acontece geralmente em julho com montarias, shows musicais, barracas com comidas típicas e cavalgada, além da tradicional cavalgada até o Santuário de Aparecida ee outras festividades populares ao longo do ano.
Atividades econômicas
        São Mateus é uma vila bem estruturada com boa infraestrutura em sua área urbana e rural, além de oferecer ótima qualidade de vida a seus moradores.
 Fotos: Tiago Oliveira
       O distrito é totalmente independente em termos de estrutura. Conta com subprefeitura, supermercado, farmácia, padaria, posto de saúde, lojas variadas, posto de gasolina, bares, restaurantes, pousadas, enfim, uma estrutura de cidade pronta para receber turistas e visitantes.
Fotos: Tiago Oliveira
        Além disso, em São Mateus Minas encontra-se igrejas católicas e também de outras denominações cristãs.
        Lugar pacato, pitoresco de povo simples, acolhedor e hospitaleiro, tem como base econômica, pequenos comércios e principalmente a agricultura, pecuária, piscicultura, com predominância na criação de trutas, devido ao clima e pureza de suas águas, além da produção artesanal de queijos, doces, iogurtes, quitandas e cachaça.
Turismo rural
        Outro destaque na economia do distrito é o turismo rural devido suas várias estradas rurais, cortando a Mantiqueira. Além da beleza nativa, as estradas permitem acesso a vários de seus bairros, além de acesso ao distrito de Monte Verde.
Esportes ao ar livre
        As belas paisagens de Mata Atlântica, clima agradável, ar puro e lugares propícios para esportes como trilhas off-road para motos, jipes e quadriciclos. Quem opta por passeios menos radicais pode fazer passeios ecológicos, cavalgadas e conhecer a Pedra de São Domingos e os municípios de Gonçalves e Córrego do Bom Jesus, que faz divisa com o distrito.
Conheça São Mateus de Minas
        Visitando Camanducaia e Monte Verde, venha até São Mateus de Minas conhecer um pouco da história do Sul de Minas e das belezas da Serra da Mantiqueira.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As melhores e piores cidades de Minas e do Brasil para se viver

(Por Arnaldo Silva) O Índice de Progresso Social (IPS) analisa mede o desempenho social e ambiental de cada cidade brasileira com notas que variam de 0 a 100. O IPS é tido como o mais completo índice para analisar a realidade de todos dos 5.570 municípios brasileiros. Quanto menor o índice, piores são os indicadores de cada município e quanto maior, melhor é a qualidade de vida que cada cidade brasileira oferece aos seus cidadãos.
Vila da Serra, bairro nobre de Nova Lima MG. Foto: Flávio Amaral - Instagram: @droneuai
        Os dados foram coletados em 2025, tendo como base dados de fontes públicas relacionadas a aspectos sociais e ambientais, como prefeituras, câmaras municipais, IBGE, dentre outras. Os dados do IPS, divulgados no início de 2026, apontam contrastes sociais enormes entre estados do Norte e estados do Sudeste, a região com os maiores e melhores índices do país.
        Os índices apontam os níveis da qualidade de vida dos 5.570 municípios do Brasil, avaliando 57 indicadores como Nutrição e Cuidados Médicos Básicos; Água e Saneamento; Qualidade do Meio Ambiente; Moradia; Segurança Pessoal; Acesso ao Conhecimento Básico; Acesso à Informação e Comunicação; Saúde e Bem-estar; Direitos Individuais; Liberdades Individuais e de Escolha; Inclusão Social e Acesso à Educação Superior. Esses índices vão muito mais além da economia e belezas urbanas e naturais de cada município. Mede-se a qualidade de vida que as cidades oferecem aos seus cidadãos.

As 10 melhores cidades de Minas para se viver
1°. Nova Lima – Nota:69,91 
        Nova Lima tem população estimada em 121 mil habitantes e a 35 km de Belo Horizonte. Com um índice alto, Nova Lima é a melhor cidade de Minas para se viver e está entre as 10 melhores cidades do Brasil, sendo referência em qualidade de vida, ótimos índices educacionais e econômicos, além de infraestrutura moderna e bem planejada, possui um dos melhores salários por pessoa, do país.
        Segundo o IBGE, a renda média da população local está em torno de R$5.365,60 por pessoa, o equivalente a 3,8 salários-mínimos. Cidade altos índices de qualidade de vida, tem em média 66,77% de sua população ocupada com alguma atividade. Apesar desses números altos, em termos de média de renda salarial por pessoa, Nova Lima fica na quarta posição em Minas Gerais, atrás das cidades de Jeceaba (5,9 salários mínimos), Indianópolis (4,2) e São José da Barra (4,2).
2° - Uberlândia – Nota: 68,53 
        Situada no Triângulo Mineiro e com população estimada em 761 mil habitantes, Uberlândia é a maior cidade do interior mineiro e a quarta maior cidade do interior do Brasil. Além de ocupar a segunda colocação no IPS em Minas, Uberlândia está na terceira posição do IPS BRASIL entre os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes. Além disso, Uberlândia ocupa a 12ª posição das cidades mais seguras de Minas Gerais e 8ª posição nacional no mesmo quesito.
        A cidade é uma das referências no Brasil em educação, industrialização, no agronegócio e devido sua localização geográfica privilegiada, se consolida como um dos principais polos logísticos da região, além de ocupar a 6ª posição no Brasil em número de companhias voltadas ao transporte rodoviário de carga, superando grandes capitais como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Manaus (AM), de acordo com dados do Mapa de Empresas do Governo Federal.
3° Itaú de Minas – Nota: 68,45 
        Com população estimada em 14.600 habitantes, Itaú de Minas fica no Sul do Estado, próxima ao Circuito Turístico Nascentes das Gerais, que inclui a Serra da Canastra e o Rio Grande. Com as típicas características das pequenas e pacatas cidades do interior mineiro, Itaú de Minas é uma cidade tranquila, segura, bem estruturada e excelente qualidade de vida. Sua economia tem como base o setor de serviços, pequenas indústrias e a agropecuária.
        A cidade é uma das melhores opções de se viver em Minas para quem procura sossego, convívio com natureza, ótimos indicadores sociais e econômicos e a calmaria e segurança das pequenas e pacatas cidades do interior mineiro.
4° - Belo Horizonte – Nota: 68,22 
        Com população atual estimada em 2.415.872 habitantes, a capital mineira é a quarta melhor cidade de Minas Gerais para se viver e a quinta melhor capital do Brasil para se viver, segundo o ranking do IPS, devido a boa qualidade de vida que oferece aos seus cidadãos, graças a sua vasta rede de serviços, comércios, lazer, gastronomia, cultura e excelente infraestrutura urbana com a maior área hospitalar do Estado e por abrigar universidades de excelência, como a UFMG e diversidade de indústrias.
5° - Extrema – Nota; 68,16
        Com população estimada em 2025 de 59.336 habitantes, Extrema é a melhor cidade do Sul de Minas para viver e a quinta cidade em Minas no ranking geral do IPS.
        A cidade que cresce a cada ano em termos populacionais, geração de emprego e renda, bem como na qualidade de vida. Em termos de PIB per capita, Extrema é uma das 10 cidades mais ricas do Estado de Minas, com R$237.440,28, em 2021. Isso graças a sua ótima estrutura urbana, industrialização, localização geográfica, já que está na divisa com SP e belezas naturais, que atraem turistas de toda a região.
6° - Confins – Nota: 67,78
Confins MG. Fotografia: Elvira Nascimento
        Localizada na Grande Belo Horizonte, Confins é uma das mais tradicionais cidades mineiras, famosa em Minas por abrigar o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A cidade tem apenas 7.558 habitantes, segundo estimativa atual do IBGE.
        O Aeroporto é sem dúvida a principal base da economia da cidade, mas não é a única. Confins é uma cidade que mistura tradição religiosa, cultural e arquitetônica mineira, com estrutura urbana de cidade moderna, que garante ótima qualidade de vida a seus moradores. Além disso, Confins faz parte da área do Parque Estadual do Sumidouro, onde estão grutas, cavernas e trilhas que integram o Circuito Turístico das Grutas, uma rota que combina aventura, natureza e história da região.
7° Lavras – Nota: 67,48 pontos
        Localizada entre o Campo das Vertentes e Sul de Minas, Lavras tem população estimada em 2025 de 110.682. Tradicional e cidade bem estruturada, Lavras se destaca em Minas pela tradição universitária. A cidade é sede da Universidade Federal de Lavras, ótima estrutura urbana com vários atrativos turísticos urbanos e rurais, além de setor de serviços comércios variados, indústria, principalmente metalúrgica, agroindustrial e têxtil, que formam a base de sua economia.
        Recentemente, o Ranking MySide Cidades Mais Seguras 2025, apontou Lavras como a segunda cidade mais segura de Minas, com base na taxa de homicídios por 100 mil habitantes.
8 – Juiz de Fora – Nota: 67,37
        Com 567.730 habitantes, Juiz de Fora é uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do interior do Brasil. Localizada entre Belo Horizonte e a capital do Rio de Janeiro, a cidade da Zona da Mata é conhecida como “Manchester Mineira”, apelido que ganhou no século passado por seu pioneirismo e destaque na industrialização no século XIX, especialmente no setor têxtil, comparando-a à cidade inglesa de Manchester, um grande centro industrial têxtil da época, refletindo sua modernização e crescimento econômico.
9° - São João da Mata – Nota: 67,36
        Com pouco mais de 3 mil habitantes, São João da Mata no Sul de Minas, se destaca por sua tranquilidade, infraestrutura urbana e rural e uma economia com base no setor agrícola. É uma típica e pequena cidade do interior mineiro. Ruas tranquilas, vida pacata, povo simples, acolhedor, hospitaleiro e abençoada pela natureza. Na cidade a vida passa devagar, na calmaria e no sossego.
10 – Itajubá – Nota: 67,33
        Itajubá é uma das referências em tecnologia e qualidade de vida do Sul de Minas. A cidade conta com 96.885 habitantes, sendo um polo tecnológico e educacional. Itajubá é uma das mais importantes cidades universitárias do Estado, sendo sede da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), além de sediar a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas Gerais (FAESM) e o Centro Universitário de Itajubá (FEPI).
        Cidade com ótima infraestrutura urbana, conta com uma boa área hospitalar, setor de serviços e comércios diversificados, bem como setor industrial diversificado e sólido, além de belezas naturais, que reforça a boa qualidade de vida que a cidade oferece aos seus moradores e visitantes.
As 10 cidades com piores índices de qualidade de vida em Minas
844° - Pai Pedro/Norte de Minas – 5.551 habitantes - Nota: 51,52
845° - Alvarenga/Vale do Rio Doce – 3.975 habitantes - Nota: 51,32
846° - Pintópolis/Norte de Minas – 7.084 habitantes - Nota: 51,25
847° - Caraí/Vale do Jequitinhonha – habitantes – 19.548 Nota: 50,43
848° - Novo Cruzeiro/Vale do Jequitinhonha – 26.975 habitantes Nota: 50,19
849° - Santa Fé de Minas/Norte de Minas – 3.522 habitantes - Nota 49,87
850° - Senhora do Porto/Vale do Rio Doce – 3.067 habitantes - Nota: 49,28
851° - Catuji/Vale do Mucuri – 7.030 habitantes - Nota: 47,64
852° - São João das Missões/Norte de Minas – 13.024 habitantes - Nota: 47,35
853° - Ladainha/Vale do Mucuri – 14.383 habitantes - Nota: 46,18
As melhores e piores cidades do Brasil para se viver
        Com base nos índices de cada município brasileiro, a cidade de Gavião Peixoto (SP) de apenas 4.777 habitantes, lidera o ranking geral com 74,5 de nota, considerada a melhor cidade do Brasil para se viver atualmente.
        O ranking das melhores cidades do Brasil para se viver ficou assim, nessa ordem: Gavião Peixoto (SP), Gabriel Monteiro (SP), Jundiaí (SP), Águas de São Pedro (SP), Cândido Rodrigues (SP), Presidente Lucena (RS), Luzerna (SC), Pompéia (SP), Nova Lima (MG) e Itupeva (SP).
        Uiramutã, em Roraima obteve nota de 37,6 pontos em 100. É a pior nota entre os 5.570 municípios do Brasil. Além de Uiramutã, as cidades de Araçoiaba (PE); Amajari (RR); Lagoa de Pedras (RN); Envira (AM); Alto Alegre (RR); Maracaçumé (MA); Santa Bárbara do Pará (PA); Cruz do Espírito Santo (PB); Francisco de Itabapoana (RJ); Lucena (PB) estão entre as piores notas do índice IPS no país.
As 10 melhores capitais do Brasil para se viver
Belo Horizonte - Fotografia: Charles Torres/@charles50mm
        O ranking aponta ainda as melhores capitais do Brasil para se viver, de acordo com a pontuação do IPS de cada capital. Das 27 capitais, Belo Horizonte ocupa o 5°lugar com 68,22 pontos no Índice de Progresso Social (IPS). Curitiba, capital do Paraná, é a melhor capital do Brasil para se viver.
Veja a posição das capitais brasileiras
1° - Curitiba (PR); 
2° - Campo Grande (MS); 
3° - Brasília (DF); 
4° - São Paulo (SP); 
5° - Belo Horizonte (MG); 
6° - Goiânia (GO); 
7° - Palmas (TO); 
8° - Florianópolis (SC); 
9° - João Pessoa (PB); 
10° - Cuiabá (MT); 
11° - Rio de Janeiro (RJ); 
12° - Porto Alegre (RS); 
13° - Teresina (PI); 
14° - Aracaju (SE); 
15° - Natal (RN); 
16° - Vitória (ES); 
17° - Fortaleza (CE); 
18° - São Luís (MA); 
19° - Boa Vista (RR); 
20° - Recife (PE); 
21° - Manaus (AM); 
22° - Belém (PA); 
23° - Rio Branco (AC); 
24° - Salvador (BA); 
25° - Maceió (AL); 
26° - Macapá (AP); 
27° - Porto Velho (RO).
Fonte dos dados: Site IPS BRASIL e IBGE

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Conheça Muriaé - polo regional da Zona da Mata

(Por Arnaldo Silva) Uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do interior mineiro, Muriaé está localizada na Zona da Mata Mineira, a 370 km de distância de Belo Horizonte. Com cerca de 108 mil habitantes, o município conta com uma área de 840 km², sendo 18 km² de área urbana. Além da sede Muriaé é composta pelos distritos: Belisário, Boa Família, Bom Jesus da Cachoeira, Itamuri, Macuco, Pirapanema e Vermelho, e também diversas comunidades rurais.
Fotografia: Silvério Júnior
        Por sua enorme extensão territorial, faz divisa com várias cidades: Barão do Monte Alto, Ervália, Eugenópolis, Laranjal, Miradouro, Miraí, Palma, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, Santana de Cataguases, São Sebastião da Vargem Alegre e Vieira.
Origem
Fotografia: Brunno Estevão
        Muriaé é o nome que deriva do rio Muriaé, que na linguagem indígena significa “rio dos mosquitos” ou “mosquito diferente”, surgiu de um povoado com o nome de São Paulo do Manuel Burgo, fundado em 1817 pelo comerciante paulista Constantino José Pinto que se estabeleceu na região. O povoado cresceu impulsionado pelo comércio e café, sendo elevado à vila em 1855 e à cidade emancipada em 25/11/1865. 
        Em 1923, a cidade já se destacava na região como centro de comércio e polo têxtil, com seu desenvolvimento impulsionando pela Ferrovia Leopoldina e pela BR-116 (Rio-Bahia). Foi nesse ano que o nome Muriaé, passou a ser oficialmente nome do município também, em homenagem ao rio que corta a cidade.
Estrutura urbana e rural
Fotografia: Silvério Júnior
        Cidade dotada de boa estrutura urbana, comércio varejista e indústrias de diversos segmentos, como exemplos metalúrgica e a indústria têxtil, que faz com que a cidade faça parte de clusters regionais importantes, como o de Vestuário, que envolve diversos municípios vizinhos e fortalece a economia em cadeia.
O setor de serviços e o comércio, principalmente o de vestuário e o setor têxtil local, o 4° maior polo têxtil de Minas, atraem cerca de 80 mil visitantes por mês à cidade. A cidade tem estrutura para atender a demanda regional.
        O Agronegócio é outro segmento de grande importância para a economia da cidade destaque para a produção de café, leite e pecuária de corte.
        Os setores de comércio, agro é formado por centenas de empresas de pequeno, médio e grande porte, que geram dezenas de milhares de empregos e renda para o município.
        Com sua robusta rede bancária, com comércio e indústria locais, fortes, Muriaé é um polo regional da Zona da Mata, com destaque ainda nas áreas de educação, saúde e infraestrutura urbana. Muriaé dispõe de diversas instituições de ensino superior, amplo serviço de saúde, ônibus urbanos e interurbanos, além de um aeroporto que atende a aeronaves de pequeno porte.
Localização privilegiada
Fotografia: Silvério Júnior
        Sua localização privilegiada, estrutura e pelo fato da cidade situar-se no entroncamento entre a rodovia BR-116, que faz conexão entre os estados do Rio e Janeiro e da Bahia, e a BR-356, que conecta o Estado do Rio de Janeiro aos municípios mineiros, duas das rodovias mais movimentadas do país, favorecem o seu desenvolvimento econômico, além do turismo de negócios.
Atrativos urbanos
        Muriaé é uma cidade moderna e desenvolvida e ao mesmo tempo preserva a famosa hospitalidade mineira. Seu povo é muito acolhedor.
        A cidade em si é também acolhedora, que valoriza suas tradições culturais, arquitetônicas, gastronômicas, folclóricas, religiosas seculares como a Matriz São Paulo (na foto acima do Brunno Estevão), o Memorial da Fundação Cristiano Varella, o Memorial Municipal, Museu e Arquivo Histórico - Antigo Paço Municipal, instalado no antigo passo municipal com o objetivo de preservar a história e origens da cidade.
Fotografia: Silvério Júnior
        A imponente estátua do Cristo Redentor, no alto de um mirante abraçando a cidade, é outro atrativo de Muriaé, bem como a Praça João Pinheiro e seu famoso relógio, o teatro Gregório de Mattos Guerra, o Horto Florestal, a Lagoa da Gávea, o Estádio de Futebol Soares de Azevedo e a Biblioteca Municipal.
        Destaque ainda para o prédio do antigo Grande Hotel Muriahe (na foto acima do Silvério Júnior), o Teatro Belmira, a Feira de Artesanato, o Borboletário Santa Marcelina, o antigo prédio do Fórum, a Vila Eudósia Canedo, além de praças, parques e igrejas diversas, além de diversos lugares de lazer e diversão para crianças, jovens e adultos.
Atrativos naturais
        Por possuir uma área territorial abrangente, Muriaé conta várias belezas naturais que favorecem o turismo rural como fazendas centenárias, áreas de preservação, parques naturais, com trilhas como a Trilha das Bromélias, matas nativas, rios e cachoeiras com destaque para cachoeira do Naor, do Bosque, da Fumaça e do Pontão da Água Limpa, a Serra do Brigadeiro, o Mirante da Rampa de Voo Livre, a Pedra do Macuco, o Pico do Itajuru e a Pedra da Santa Maria (na foto acima do Brunno Estevão).
A maior viola do mundo
Fotografia: Silvério Júnior
        É no distrito de Boa Família, com cerca de 2500 habitantes, que está a maior viola do mundo. Construída em aço-carbono, a escultura mede 6 metros de altura e 2,10 m de largura, 0,60 cm de espessura e pesa 500 kg. É um dos pontos turísticos muito visitado na região.
Ótima rede gastronômica e hoteleira
Fotografias: Brunno Estevão
        Muriaé é uma das poucas cidades mineiras que alia modernidade e tradição, além da tranquilidade característica do interior mineiro. Além disso, a cidade oferece aos moradores e visitantes, uma rede gastronômica diversificada e excelentes opções de hospedagens e estadias. (Em breves dicas de hospedagens e restaurantes)
        Vale a pena conhecer Muriaé!

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Não chorem por mim, montanhas do Líbano

(Por Francisca Fonseca*) O Líbano é um pequeno país de apenas 10.400km² na costa mediterrânea da Ásia. No litoral, numerosos portos se abrindo para o mundo numa intensa atividade comercial herdada pelos fenícios, antigos habitantes da região. No interior, nas montanhas, as oliveiras, as vinhas, as estradas ladeadas de macieiras, o pastoreio das cabras e as águas cristalinas. 

Á esquerda o Gharife, nome da cidade de origem dos libaneses e à direita, a Casa Síria. Restauração: Rogério Salgado
        Da região litorânea próxima de Beirute vieram para Bom Despacho, os Seman, que eram maronitas (católicos): Antônio Turco, Chico Turco, Pedro Turco e Joana Turca, com o marido Filipe. E muitos anos depois veio Maria, filha de Joana, que fora deixada ainda bebê com parentes no Líbano.
        De Gharife, no Estado de Chuf, nas montanhas, vieram os Hamdan: Hassen (Alcino), Salim, Seleimen, Nacib, Fued, Farhan, Nawaf e Nabiha. Eram drusos (um ramo da religião muçulmana). À época, segundo cálculo do sr. Salim, a família Hamdan tinha cerca de 150 membros no Brasil, contando os descendentes. Pedro Hamdan, o libanês que viveu anos no Leandro Ferreira, não era da família, adotou o nome em homenagem aos amigos Hamdan.
Bom Despacho MG no primeiro quarto do século XX. Restauração e colorização: Rogério Salgado
        O primeiro libanês a chegar aqui foi Antônio Turco, no último quarto do século passado. Trabalhou inicialmente como mascate e depois se estabeleceu como comerciante em um casarão onde hoje é o Branco do Brasil. Muito alegre e comunicativo, passava o dia sentado com as pernas cruzadas sobre o balcão, conversando. Sua casa, no Jardim Sem Flor, onde morava o Raimundo Cardoso, era um verdadeiro consulado do Líbano, recebendo e ajudando a todo patrício que por aqui aparecia. Pode-se dizer que a presença de Antônio Turco acabou atraindo muitos libaneses para cá. Ele vivia com uma tal de Adelaide e criou vários sobrinhos dela, entre eles, D. Cornélia Borba.
        Depois de Antônio Turco, seus irmãos foram vindos um a um. Chico Turco, que adotou o sobrenome Simão, veio trabalhando como marujo num navio em troca da passagem. Seis meses de viagem. Aqui trabalhou como mascate e comerciante fixo. Se casa com a brasileira Maria Jesuína e teve muitos filhos, entre eles o Juca Turno. O Zico Turco não era libanês, mas brasileiro, casado com dona Mariazinha, filho do Chico Turco e trabalhava no comércio com Juca Turco.
À esquerda o casarão da Familia Hamdan. Restauração e colorização: Rogério Salgado
        Já o primeiro membro da família Hamdan a chegar aqui foi Hassen Abe Hamdan que adotou o nome de Alcino, em 1904, com 20 anos. Se estabeleceu como mascate. Em 1914 se casa com Dona Inhazinha, neta de Dona Chiquinha Soares. Depois abre a casa Síria na esquina da Rua Dr. Miguel Gontijo com rua 1° de Junho, de sociedade com o irmão Salim, onde vendiam de tudo: tecidos, sapatos, aviamentos, instrumentos musicais, ferragens, carne, cereais, toucinho dos porcos que engordava no fundo do quintal. Tinham ainda na loja uma bomba de gasolina e fabricavam colchões.
        Alcino viveu aqui até sua morte, aos 76 anos, deixando 10 filhos: Taufik (morreu em 1983), Alcino, Leda, Léia, Raimundo (Buru), Fauze, Déia, Faissal (Patinho) e Leila.
        Salim Abe Hamdan veio em 1913. Veio buscar o irmão Alcino. Ficou também. Se associa ao irmão na Casa Síria e aqui viveu até 1929 quando se transferiu para Belo Horizonte, à procura de um campo maior para expandir seu comércio. Logo que chegou, construiu um sobrado onde é hoje o prédio ao lado do Banco do Brasil, onde era a Ricardo Eletro e o emprestou para funcionar como Escola Normal onde se matriculou como aluno. Rapidamente aprendeu português.
        Quatro anos após sua chegada, tirou o 2° lugar num concurso de teatro. Fundou com os irmãos o Bom Despacho Futebol Clube, onde por muito tempo jogou no primeiro time. Foi um dos sócios fundadores do Clube Bom Despacho. Em 1931 ,já em Belo Horizonte, se casa com Maria Seman, filha de Joana Turca.
A Casa Síria em 1939. Restauração e colorização: Rogério Salgado
        Quando tinha 87 anos, ainda vivendo com a esposa em Belo Horizonte, Salim afirmava que os anos aqui passados foram os melhores de sua vida. Eram festas, bailes, futebol, teatro, namoradas, aulas de bandolim, o curso na Escola Normal e sobretudo muitos amigos, entre eles o Nicolau Leite.
        Em 1925 chegou Seleimen Abe Hamdan, vindo se ajuntar aos irmãos Salim e Alcino, deixando no Líbano a esposa Nabiha de 17 anos com 2 filhos, Nawaf de 1 ano e 3 meses e Neif de 40 dias. Aqui Seleimen trabalhou como mascate e mais tarde abre o Bar Cruzeiro, na Faustino Teixeira, onde é hoje a Livraria Central. E aqui viveu até 1958, quando morreu.
        Alguns anos depois da chegada de Seleimen, vão chegando seus sobrinhos: Nacib, Fued e Farhan. Ficam pouco tempo por aqui. Farhan se casa com Gessi, irmã do José Pessoa Marra e vai para Nanuque. Fued foi para Nanuque e depois voltou para o Líbano e Nacib logo foi para Belo Horizonte.
        Em 1953 chegaram Nawaf Seleimen Bou Hamdan e a mãe Nabiha Youssef Bou Hamdan, natural da Síria.
        Nawaf nasceu em 1923 em Gharife, no estado de Chuf nas montanhas, a 60 km de Beirute. Com 1 ano e 3 meses foi deixado pelo pai Seleimen, com o irmão Neif, de 40 dias com a mãe Nabiha. Nabiha trabalhava seis meses por ano nas colheitas de azeitonas, nas imensas plantações de oliveira que cobriam as montanhas de Chuf para tirar o sustento de um ano.
        Nawaf foi criado na pobreza, numa casa de um único cômodo, praticamente sem móveis. No chão tapetes com almofadas. À noite os colchões cheio de lã de carneiro estendidos um ao lado do outro.
 Aos 12 anos, a fome rondando sua porta, teve de abandonar a escola e começar a dura tarefa de procurar um emprego para ajudar a mãe no sustento da família. Nos documentos a palavra druso que o discriminava num país onde a legislação deixada pela ocupação francesa privilegiava os maronitas. Não consegue emprego. O recurso foi ir com um primo para a Síria, onde trabalhou como tratorista até os 30 anos, quando vem para o Brasil. Passa seis meses na Síria e seis com a mãe em Gharife. No Líbano não se trabalha no campo por causa da chuva e do inverno.
Cidade no Libano entre montanhas e sob um inverno rigoroso. Foto: André Saliya
        O menino Nawaf quando ouvia a palavra pai estremecia. Apesar da dura vida que levava, ele sonhava. Sonhava um dia dizer pai e ter resposta. Do alto das montanhas de Gharife ele avistava o mar Mediterrâneo em Beirute e sonhava atravessar aquele mar e depois atravessar o Oceano Atlântico para se encontrar com o pai no Brasil.
        O menino Nawaf cresceu e o sonho cresceu junto. Em 1953, já com 30 anos e noivo, não aguenta mais a saudade do pai. Escreve-lhe uma carta abrindo seu coração. Recebeu resposta inusitada do pai. E
 logo a seguir três passagens para o Brasil. O irmão Neif já casado não quis vir. Nawaf veio com a mãe. No aeroporto do Rio de Janeiro a emoção do reencontro com o pai que também emocionado se atrapalha e lhe dirige a palavra em português.
        Aqui em Bom Despacho Nawaf trabalhou 5 anos com o pai no Bar Cruzeiro. Os primeiros meses foram muito difíceis, apesar da alegria de estar junto com o pai. Não estranhou o clima e nem teve problemas com a alimentação, mas teve uma dificuldade imensa com a língua. Se angustiava por não entender nada que as pessoas diziam e nem por não saber falar com estas pessoas. E sofria muito com a saudade do único irmão deixado no Líbano. Três meses após sua chegada, resolve voltar para o Líbano.
        Quando os papéis ficam prontos sete meses depois, não consegue mais voltar. Arranjara uma namorada, a professora Dona Zeni que pacientemente lhe ensinava a falar e a escrever o português. Fica. Ele e Zeni se casam. No filho mais velho a tradição libanesa do nome do pai: Seleimen Nawaf Hamdan. Nos outros filhos os nomes libaneses: Samir Hamdan, Semi Hamdan, Samira Hamdan.
À esquerda, no sobrado branco funcionava a antiga Escola Normal. Restauração: Rogério Salgado
        Com a morte do pai em 1958, fechou o bar e continuou só com a loja que abrira onde fora a Farmácia do Favuca, mais tarde transferida para o sobrado da Escola Normal que alugou do tio Salim. A Escola Normal ficava ao lado do prédio onde existia a Ricardo Eletro.
        A mãe viveu em sua companhia até a morte em 1975, aos 67 anos, sem nunca ter aprendido a falar o português. Mas adorava o Brasil. Nunca quis voltar para o Líbano. Morreu sem ver o filho Neif.
        Viver no Líbano para Nawaf significava passar fome. Ele nunca se esqueceu da dura vida que levou lá. E aqui na sua mesa tinha sempre os pratos libaneses, como o iogurte, a lentilha, o feijão-branco com rabada, o grão-de-bico, o óleo de gergelim, galinha cheia de arroz, charuto de repolho e outros.
        Já idoso, Nawaf continuava com seu coração dividido entre o Brasil e o Líbano onde vivia o irmão Neif que há mais de
 30 anos não via. Acompanhava apreensivo a guerra civil que destruiu o Líbano, uma guerra que se propôs pôr fim aos privilégios políticos dos maronitas que sempre escolheram o presidente da República, segundo a legislação do país.
        Mesmo décadas após deixar o Líbano, Nawaf ainda sonha. Sonha voltar ao Líbano para rever o irmão. Voltar a passeio, por que o Brasil passou a ser sua pátria onde estava sua esposa, seus quatro filhos e as duas netas. Ao mesmo tempo ele sonhava e chorava pelas montanhas do Líbano. Ele dizia que maior do que a saudade é o medo. O medo de subir no alto das montanhas de Chuf e ver a desolação. Medo de não mais reencontrar o irmão. A última notícia que tinha recebido do irmão foi em janeiro de 1983, através de um parente que morava nos Estados Unidos e fora ao Líbano. E nada mais. Escrevia, escrevia e não obteve resposta.
*Francisca Fonseca é advogada, professora de história e moradora de Bom Despacho MG. Texto originalmente escrito em 1983

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Conheça Cambuquira: a cidade das águas terapêuticas

(Por Arnaldo Silva) A cidade de Cambuquira, no Sul de Minas, surgiu em meados do século XX, a partir de descoberta de sete fontes de água mineral com propriedades terapêuticas na fazenda Boa Vista, à época, pertencendo ao município de Campanha.
Fotografia: Clésio Moreira
        A descoberta atraiu várias pessoas ao local em busca dos efeitos curativos das águas minerais. Devido ao constante fluxo de pessoas, a fazenda foi desapropriada para fins públicos, autorizado em 1861 pela Câmara Municipal de Campanha MG. A área pública impulsionou o crescimento da região, dando origens a um povoado em 1872, que se desenvolveu ao ponto de se transformar em distrito e por fim à cidade emancipada em 1911.
Cambuquira
Fotografia: Clésio Moreira
        A 950 metros de altitude, distante 305 km de Belo Horizonte, a cidade faz divisa com Três Corações, Campanha, Lambari, Conceição do Rio Verde e Jesuânia e conta atualmente com cerca de 13 mil habitantes. Cambuquira faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais.
Uma típica cidade mineira
Fotografias: Thelmo Lins
        Pitoresca, pacata, charmosa, acolhedora e aconchegante, Cambuquira é uma cidade tranquila, segura, de ar puro, natureza exuberante e ótima qualidade de vida, com comércio variado, setor de serviços muito bom e economia diversificada, com destaque para o turismo e agricultura.
Fotografias: Luminside/@visitecambuquira
        Cambuquira é um cantinho do paraíso no Sul de Minas, além de ser uma das mais promissoras estâncias hidrominerais do Brasil, devido à qualidade de sua água, considerada um das melhores do mundo e a melhor do Brasil, segundo especialistas.
Atrativos de Cambuquira
Fotografia: Edson Borges
        O casario colonial e eclético, além da calmaria e charme das ruas e praças arborizadas e bem cuidadas da cidade, a cidade tem como atrativos urbanos a Praça Coronel Justiniano, a Matriz de Santa Cruz, belas praças, a cervejaria Brassaria, a Cachaça Paraíso, o Mercado Municipal, o Parque Marimbeiro e belíssimos casarões.
 Lavandário - Fotografia: Luminside/@visitecambuquira
       Destaque ainda na cidade o apiário Abelha Rainha, a ponte velha, passeios a cavalo e em especial o lavandário Lavandas Cambuquira.
        Além disso, tem as fazendas de plantações de cafés especiais premiados de Minas Gerais. e fazendas com cenários rústicos e atraentes que hoje são hotéis e pousadas, com destaque para a Fazenda dos Anjos, que além das opções de lazer e hospedagem, oferece uma experiência gastronômica incrível aos visitantes.
        Localizado na Rodovia 167, no Km 2,5 em Cambuquira MG, o restaurante da Fazenda dos Anjos é uma lugar se encontra o melhor da cozinha mineira no fogão a lenha, em um cenário de fazenda, rodeado por natureza e ar puro. 
        O restaurante da amplo, acolhedor e perfeito para quem busca tranquilidade e boa comida, reunindo amigos e a família. É um lugar onde se pode saborear Minas em um lugar onde a simplicidade encanta! Fica aberto todos os dias para os hóspedes e aos fins de semana para o público em geral.
        O contato pode ser feito pelo WhatsApp : (35) 99977-2852, pelo Instagram: @fazendadosanjos e também pelo Facebook: Fazenda dos Anjos.
O Parque das Águas
Fotografia: Luminside/@visitecambuquira
        Sem dúvida alguma, o Parque das Águas, com suas seis fontes de água terapêutica, como a gasosa, a magnesiana e a sulfurosa, além de belíssimos e bem cuidados jardins, é o maior atrativo da cidade. No entorno do parque, que fica próximo ao centro da cidade, uma grande área verde de Mata Atlântica emoldura a beleza do parque.
Serra do Piripau.
Fotografia: Luminside/@visitecambuquira
        Além de sua beleza natural, a Serra do Piripau, é um dos melhores lugares de Minas Gerais para a prática do voo livre. Tanto é que em Cambuquira é realizada uma das Etapas do Campeonato Brasileiro de Paraglider.
Ecoturismo e trilhas
Fotografia: Luminside/@visitecambuquira
        A Cascata do Congonhal, a Cachoeira Serra Azul, o Mirante Vale do Sol e a Reserva Biológica de Santa Clara, são lugares perfeitos para os amantes de trilhas e ecoturismo, além da beleza deslumbrante da vista do Mirante Vale do Sol.
Rotas Turísticas
Pedra Preta - Fotografia: Luminside/@visitecambuquira
        Cambuquira oferece aos seus visitantes as rotas turísticas das Águas, do Piripau e da Pedra Preta, que permitem maior sintonia e contato do visitante com a natureza.
Ótima estrutura hoteleira
        Cambuquira conta com excelentes hotéis e pousadas, desde os mais simples aos mais sofisticados, mas com um detalhe em comum: são acolhedores, charmosos, tranquilos e com ótimo atendimento.
        Entre os hotéis da cidade, destacamos o Hotel Cambuquira localizado à Av.Virgílio de Melo Franco, 608, o hotel está há mais de 115 anos em atividade, sendo inclusive parte da história da cidade. O hotel preserva a fachada das construções típicas do início do século XX, como podem ver na foto acima cedida pelo próprio hotel.
        O hotel é simples com decoração de muito bom gosto e aconchegante, com café da manhã de primeira e com a vantagem de estar próximo ao Parque das Águas, sem contar a gentileza e educação dos funcionários do hotel, sempre receptivos, gentis e prestativos. 
        Para maiores informações entre em contato pelo instagram @hotelcambuquira ou pelo telefone/WhatsApp 35 3251-1449 que iremos ter um enorme prazer em realizar sua reserva.
Conheça Cambuquira!
Theatro Thalia - Fotografia de Thelmo Lins
        Visite Cambuquira. Venha desfrutar de momentos únicos em uma das melhores cidades de Minas Gerais para se viver.

sábado, 8 de novembro de 2025

Minas é eleita um dos melhores destinos de viagens do planeta

(Por Arnaldo Silva) A revista estadunidense Condé Nast Traveler é uma e mídia especializada em viagens de luxo e estilo de vida, publicada pela Condé Nast . A revista, considerada um dos mais importantes guias de viagens de luxo e estilo de vida do mundo, já ganhou 25 prêmios de revistas como por exemplo, o Readers' Choice Awards (Escolha dos Leitores), Gold List (hotéis de luxo) e a Hot List (novos hotéis notáveis).
Fotografia de Wilson Paulo Braz em Congonhas MG
        Todos os anos, a conceituada revista divulga seu catálogo indicando os melhores destinos de viagens e turismo do planeta. Para 2026, a revista apontou 26 lugares, sejam países, cidades ou estados, de todos os continentes.
        Do Brasil, apenas Minas Gerais figura no catálogo entre os melhores destinos de viagens do mundo. Diferente da maioria dos 26 lugares que figuram no catálogo da revista, todo o Estado de Minas Gerais e não uma cidade mineira entrou para a seleta lista entre os melhores destinos turísticos de todo o planeta.
Praça da Estação de Belo Horizonte. Fotografia de Nacip Gomêz
        Ao justificar a escolha de Minas Gerais em sua publicação, a revista Condé Nast Traveler, afirma ser devido “suas profundas tradições culinárias, ecos da arquitetura colonial e a famosa e calorosa hospitalidade", salientando ainda que: "Minas Gerais, um dos maiores estados do Brasil, está entre seus tesouros mais subestimados — pelo menos para o público internacional".
Estância Hidromineral de São Lourenço MG. Fotografia de Dener Ribeiro
        Segundo dados oficiais e reportagens da grande imprensa, Minas Gerais possui mais de 60% do patrimônio cultural material do país, sendo o estado brasileiro que mais preserva sua história e identidade cultural.
        Dos 853 municípios mineiros, 840 (98% do total), adotam legislações para a preservação de seus patrimônios culturais e imateriais, o que coloca o estado na liderança nacional em políticas de proteção ao patrimônio histórico e cultural. 
Cozinha mineira. Foto: Carlos Oliveira/Projeto Igarapé Bem Temperado
        Nesse conceito, se destacam as cidades históricas, estâncias hidrominerais, as belezas naturais do estado, a arquitetura colonial, eclética e moderna, além da boa estrutura gastronômica e de hospedagem das cidades e a famosa hospitalidade mineira.
Veja a lista dos 26 destinos e escolhidos:
01 - Arusha (Tanzânia)
02 - Costa Leste (Barbados)
03 - Bruxelas (Bélgica)
04 - Chiriqui Província (Panamá)
05 - Deer Valley, Utah, EUA
06 - Fès (Marrocos)
07 - Gabão (África)
08 - Upper Carniola (Gorenjska, na Eslovênia)
09 - Guadalajara (México)
10 - Hong Kong (Ásia)
11 - Margareth River (Austrália)
12 - Medellín (Colômbia)
13 - Minas Gerais (Brasil)
14 - Naoshima (Japão)
15 - Patagônia Chilena
16 - Norte da Namíbia (África)
17 - Oulu (Finlândia)
18 - The Peloponnese (Grécia)
19 - Potosí (Bolívia)
20 - Condado de Prince Edward (Canadá)
21 - Rota 66 (EUA)
21 - Ilha de Saadiyat (Abu Dhabi)
23 - Saint-Gervais-des-Bains (França)
24 - Udaipur (Índia)
25 - Uluru (Austrália)
26 - Cataratas de Vitória (Zimbabwe)

        A ordem da lista é da própria revista. Grifo nosso.
Fonte: Revista Condé Nast Traveler

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Família queijeira mineira conquista pela 4ª vez premiação mundial

A Queijaria Fazenda Bela Vista de Alagoa MG, no Sul de Minas (Produtores Renato, Thaylane, Maria e Cláudio) participou nesse último final de semana pela quarta vez do Mundial de Queijos na França e traz mais dois prêmios para ALAGOA MG com seus queijos.
        A Família produz queijos há 40 anos. O segredo para esse feito segundo a família é fazer tudo com amor e simplicidade e com as próprias mãos, pois a fazenda não conta com empregados, são eles mesmo que fazem todo o processo, desde manejo do rebanho até a comercialização dos queijos. Eles acreditam também que o cuidado com o rebanho influencia muito no resultado final do queijo. Todo o rebanho da Fazenda Bela Vista é criado livre. Utilizamos o leite fresco das nossas vacas, de animais bem cuidados e alimentados de forma natural.
        Além da Fazenda Bela Vista, mais dois produtores de Alagoa foram premiados no Mundial (Fazenda Santo Antônio e Sítio da Onça).
        Alagoa levou 6 medalhas nesse Mundial e nesse concurso a disputa contou com 26 países e foram 1.960 queijos concorrendo. O Brasil ficou com 58 medalhas no total, sendo 31 vieram para o Estado de Minas Gerais.
Texto e fotografias fornecidos pela Fazenda Bela Vista. Contato Instagram @fazendabelavistaalagoamg - WhatsApp 35 9876-5314

sábado, 6 de setembro de 2025

Receita de rosca Nuvem de leite Ninho

PASSO 1: PREPARANDO A ESPONJA
Ingredientes
. 200ml de água morna
. 10g de fermento biológico seco
. 1 xícara (chá) de farinha de trigo
Preparo da esponja
- Misture tudo,  tampe com pano ou plástico filme e deixe descansando 20 minutos.
PASSO 2: COM A ESPONSA JÁ ATIVADA, COLOQUE:
+-650g aproximadamente de farinha de trigo
. 240ml de leite
. 2 ovos
. 3 colheres de sopa de manteiga
. 4 colheres de sopa de leite ninho
. 1 colher de café de sal
. 6 colheres de sopa de açúcar
. 240ml de leite
Preparo
- Coloque a farinha aos poucos e vá sovando até a massa desgrudar das mãos.
- Tampe com pano e deixe descansando 1 hora até dobrar de tamanho.
- Depois unte as formas com manteiga e modele as roscas, deixe descansando mais 20 minutos.
- Leve ao forno pré-aquecido a 200° e deixe assando até dourar
- Retire do forno, pincele um pouco de gema de ovo batida ou leite condensado e pulverize leite ninho por cima.
Receita e fotografias fornecidas pela Luciana Albano de Ibiá MG

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores